A saga Harry Potter nasceu em meados de 1998, criado por uma até então aspirante à escritora Joanne Rowling, (que passava por grande dificuldade financeira na época) que com muito esforço conseguiu criar um mundo totalmente novo. Nascia então à saga Harry Potter, que trouxe a Rowling além do dinheiro, também a fama e o status de grande escritora do século.
A saga do bruxo Harry Potter engloba sete livros oficiais que contam a estória de um garoto órfão que descobre um mundo escondido do mundo que conhece, onde existem bruxos e criaturas magicas, neste novo mundo existe a sua salvação e ao mesmo tempo sua perdição, essa é uma premissa quase técnica de Harry Potter.

A saga ganhou forma nos cinemas em 2001, pelo grande trabalho do diretor Chris Columbus que consolidou o mundo bruxo para os olhos de milhões de pessoas ao redor do globo, o resultado foram oito filmes (alguns bons, outros ruins) que fez a pequena franquia acabar em 2011 sendo vista como a mais bem sucedida da história e um fenômeno mundial.
Após quase seis anos, outra saga surge, podendo ser chamada de Saga Scamander ou Saga Animais Fantásticos, a Warner (detentora de parte dos direitos cinematográficos do Mundo Bruxo de Rowling) resolve reviver seus tempos de gloria com a saga bruxa e convida Rowling para mais uma empreitada, agora como roteirista de uma nova saga que ela mesma teria que escrever, já que o tema escolhido foi retirado de um pequeno livro que a mesma escreveu sobre os animais mágicos do Mundo Bruxo. Rowling aceitou e assim iniciou-se mais um saga com foco inicialmente nos animais mágicos, mas com uma bela trama de fundo que contaria a estória da batalha de Dumbledore contra o bruxo das trevas que reinava antes de Lord Voldemort: Gellard Grindelwald.
Os dois primeiros filmes (de cinco) foram lançados, sob críticas e aplausos, mas como previsto se tornou mais um grande sucesso da Warner e também de Rowling que apesar dos anos ainda não “perdeu a mão”.

Agora vamos analisar um pouco das sagas do Mundo Bruxo.
Harry Potter ao vir para os cinemas nasceu praticamente pronto e foi como uma criança britânica, observada e bem cuidada pela (no caso) a mãe, Rowling quando decidiu vender parte dos direitos de Potter também colocou uma clausula de que nenhum filme sairia se ela não aprovasse, isso quer dizer que ela participou ativamente da maioria das produções, seja na definição dos atores (uma de suas exigências era que TODOS os atores fossem da mesma origem dos personagens de seus livros, claro que toda a regra tem uma exceção e no caso da saga Potter não foi diferente, vide os atores Emma Watson que é francesa (Hermione), Richard Harris que era irlandês (primeiro a interpretar o diretor Dumbledore), Zoë Wanamaker que é americana (a professora de voo, Madame Hooch) entre outros, mas a lista não é tão grande), também os locais de gravação (todos foram condizentes com os locais do livro), além de algumas outras exigências que fizeram da saga um modelo de franquia de sucesso, não dizem que “o olho do dono engorda o gado”, acho que esse termo reflete exatamente a essência desta franquia.
Como tudo na vida não é fácil, para a franquia Harry Potter pode-se dizer o mesmo, as mudanças de diretor e o tempo tão longo como foi de duração desta franquia (cerca de dez anos de gravação), fizeram com que a saga perdesse um pouco de seu brilho próprio no meio do caminho vide os filmes “A Ordem da Fênix”, “O Enigma do Príncipe” e “As Relíquias da Morte – Parte 1” que não agradaram o público em geral, sendo considerados os filmes mais “enche linguiça” de toda a franquia, muito diferente dos quatro primeiros que se destacam por sua estória bem escrita para as telas e por vezes bem atuada pelos nomes principais da saga.
Chegando ao último filme, temos um final que pegou a todos de surpresa, com ação, emoção e muitas mortes, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” conseguiu dar um ponto final na saga, que saiu de cena da mesma maneira que entrou: Elegantemente pela porta da frente e com muitos holofotes sobre si.


Em 2011 a saga Potter acabou e deixou milhões de fãs órfãos da franquia e pedindo mais da autora J.K. Rowling. Durante alguns anos Rowling lançou outros livros com estórias divergentes ao Mundo Bruxo, mas também não esqueceu suas raízes continuando a escrever pequenos trechos de outras estórias do Mundo Bruxo, não ligadas diretamente a Harry Potter, como empresaria faturou e ainda fatura milhões em cima de diversos produtos licenciados do seu Mundo Bruxo, site oficial com mais estórias paralelas dos bruxos e em 2016 um enfadonho “oitavo livro” chamado “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” foi lançado, este foi escrito por dois roteiristas de teatro com a benção de Rowling, este livro foi escrito justamente para uma peça teatral de Potter.
Neste meio tempo, a Warner não queria deixar morrer a gloria que conquistou com a saga Potter e em 2013 convidou Rowling para ser a roteirista de uma nova saga, de uma nova franquia que seria baseada em seu pequeno livro “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, Rowling aceitou e em 2016 o resultado teve sua estreia nos cinemas, encantando novamente os fãs e o grande público, com críticas positivas e até a primeira estatueta do Oscar do Mundo Bruxo o filme levou.

Com a estreia de “Animais Fantásticos” nos cinemas, o passado e o futuro começaram a se chocar, a saga Potter trouxe com os anos um tom pesado e sombrio, com atuações por vezes robotizadas e um enredo às vezes muito divergente aos livros, já a saga Animais Fantásticos traz certo frescor e jovialidade, com melhores performances tanto vindo dos atores quanto do enredo que mesmo às vezes confuso, consegue trazer luz tanto aqueles que são fãs ou não, o problema é: Será que Rowling conseguirá unir as duas sagas, ou entre elas vai haver um grande abismo que começou a se abrir neste segundo filme?
Há quem diga que foi um exagero da Warner encomendar cinco filmes se está saga dava para ser resolvida em três, parece que os executivos não aprenderam com os erros que cometeram na Franquia “O Hobbit” que provinha de um único livro, mas acabou se tornando três desnecessários e maçantes filmes (eu amo a saga Tolkien nos cinemas, mas devo admitir que transformar “O Hobbit” em uma trilogia foi um exagero), o que mais impressiona é a já bem sucedida Rowling concordar com isso, sendo ela tão boa de ideias poderia tê-los convencido em fazer uma saga de novos filmes sem conexão direta, mas que tivesse o proposito de enriquecer o mundo cinematográfico dos bruxos.
Na minha opinião, Rowling perdeu um pouco do senso neste segundo filme, muitas perguntas foram feitas e muito não foi respondido (eu sei que esse é o objetivo de uma saga, criar questões, mas neste segundo filme ficaram pontas soltas demais), seu final não agradou (pelo menos a esta que vos escreve), parecendo mais um final de uma fanfic do que de um roteiro de filme (todo o respeito aqueles que escrevem fanfics, eu adoro e leio bastante), mas podemos esperar tudo de Rowling, principalmente o impossível, ela já nos deu muitas alegrias e tristezas durante a saga Potter nos livros, então não irei julgar no momento.
Com certeza o maior contraste nesta franquia do Mundo Bruxo é que por vezes não sentimos que seja a mesma franquia, muito pelo modo como esta sendo produzida, não que antes não tivesse atenção e cuidado, mas acho que este novo mundo abre um leque de possibilidades para futuras produções que vão além de Potter e Animais Fantásticos, filmes sobre a construção de Hogwarts, a criação do Quadribol, além de aventuras de outros bruxos também podem brilhar nas telonas no futuro, distante ou não.

Após essa analise o que posso dizer do Mundo Bruxo, é que Rowling é um gênio em sua área podendo ser comparada aos grandes autores, ela conseguiu criar o impossível hoje em dia: Uma estória original. Mesmo baseada em diversas culturas, Rowling provou que a sua criatividade não tem limites e se ela já se consagrou como autora, com um pouco mais de esforço e estudo ela pode se consagrar uma excelente roteirista. Agora cabe apenas a ela mesma saber separar e unir ao mesmo tempo suas duas sagas, escrevendo sobre o passado, mas sem ferir o futuro já definido, um contraste que ela tem a plena capacidade de conseguir.

Deixe um Comentário

Por favor, deixe seu comentário!
Digite seu nome aqui