O ano de 2017 esta quase no fim e os filmes de heróis da Marvel e DC conseguiram agradar todos os públicos, claro alguns mais que outros. Como o esperado, na opinião do público a Marvel novamente venceu com suas produções de ritmo leve e cômico, já a DC perdeu o gosto do público por seu ritmo pesado e serio, mas apesar de suas características tivemos gratas surpresas, então elaborei uma lista dos melhores e menos melhores filmes de heróis deste ano pois, na minha opinião definitivamente todos os filmes foram bons seguindo sua temática.

6º “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (Marvel Studios)

O grupo mais estiloso das galáxias retornou para uma sequencia emocionante, diga-se de passagem, com o tema família, o filme se dedicou a revelar o passado do Senhor das Estrelas mostrando o porquê fora sequestrado e quem era seu pai. O Planeta Ego verdadeiro pai de Peter Quill se revelou o grande vilão da estória revelando ser o causador da morte prematura de sua mãe apenas para ter um poder maior, mas o melhor do filme foi o personagem Yondu, um contrabandista que mostrou ter um bom coração ao revelar o verdadeiro motivo de ter sequestrado Quill quando criança salvando sua vida da morte por diversas vezes, mas seu ultimo e mais dramático ato fez muita gente chorar na sala de cinema.
Apesar do filme forçar o lado mais humano do seu espectador é percebido que não traz grandes novidades do que já se esperava, sendo quase uma replica do primeiro filme, mas com menos ação e confusão que o primeiro, sendo isso o que faltou para dar uma apimentada na aventura, mas mesmo assim valeu por deixa os Guardiões prontos para a “Guerra Infinita”, pois uma equipe unida faz toda a diferença em meio a uma grande batalha.

5º “Homem Aranha: De Volta ao Lar” (Marvel Studios/Sony Pictures)

O cabeça de teia teve mais uma chance nos cinemas com seu segundo reboot agora mais próximo das HQs, reapresentando um Peter Parker ainda no colegial ao lado de seu único amigo nerd e enfrentando seus problemas rotineiros, mas agora com a ajuda de seu mentor e herói Tony Stark que lhe presenteou com um uniforme completo mas, sua imaturidade quase o levou a permitir um grande desastre e a perda de seu amado uniforme acabou por descobrir a identidade do vilão Abutre e ao mesmo tempo o fez encontrar seu lugar como herói e como pessoa.
O filme é mais uma tentativa da Sony de entregar uma produção que agradasse todos os públicos e funcionou já que além do ator Tom Holland ser bastante simpático e com cara de inocente, o roteiro convenceu com uma estória simples e que ao mesmo tempo se conecta com o grande universo compartilhado da Marvel já que a parceria entre a Sony e a Marvel deu mais que certo causando um lucro enorme para as empresas sendo que o sucesso deu-lhes a oportunidade de uma futura sequencia já esperada pelo público. Apesar dos muitos pontos positivos do filme senti falta de alguns personagens relevantes para o crescimento de Parker como Gwen Stacy e Mary Jane, esta ultima sendo substituída por Michele personagem da atriz Zendaya que no final revela seu apelido sugestivo M.J., outro personagem que fez falta foi o dono do Clarím Diário J.J.Jameson e sua picuinha cômica com o Aranha, mas algo que realmente incomodou e isso desde sua primeira aparição ainda em “Guerra Civil” foi uma Tia May deveras jovem e que nada tem haver com sua contraparte nas HQs.
Apesar dos poucos pontos negativos o filme funciona muito bem como um reinicio do Homem Aranha nos cinemas agradando o publico com um roteiro simples e característico dos filmes da Marvel.

4º “Liga da Justiça” (Warner Bros.)

Este foi o filme mais esperado pelos fãs da DC desde a trilogia Cavaleiro das Trevas de Nolan, a Warner fez uma divulgação sensacional do filme durante todo o ano o que deixou todos curiosos e apreensivos com o resultado já que “Batman vs Superman” não foi bem aceito e essa falta de aceitação do publico fez a Warner pensar e repensar o roteiro. Muitos foram os desafios para a conclusão do filme principalmente a troca de diretor com a saída por problemas pessoais de Zack Snider e a contratação do conhecido diretor da concorrente Marvel, Joss Whedon foi feita uma tentativa de quase “marvelizar” essa grande produção. Reunindo uma equipe poderosa formada por Batman, Mulher Maravilha, Cyborg, Flash, Aquaman e no meio do filme o “ressuscitado” Superman, o filme trouxe um roteiro deveras obscuro, mas com um vilão de certa maneira fraco comparado com o esperado Darkside já que o Lobo da Estepe de primeira pareceu ser imbatível, mas ao enfrentar o Superman foi facilmente subestimado, a união da equipe e o inicio de sua grande amizade valeu muito a pena já que os atores tiveram grande harmonia e de certa forma um bom inicio, se a Warner pretende continuar com seu próprio universo cinematográfico compartilhado.
Alguns pontos devem ser ressaltados como o uso do CGI no rosto de Henry Cavil que incomodou muita gente, pois seu rosto ficou muito estranho na telona, o vilão fraco, o erro quase imperceptível dos Parademônios por não terem ido atrás do Flash em sua primeira cena de ação onde o mesmo estava apavorado, mas o maior erro do filme foi à tentativa ridícula de “marvelizá-lo” com mudanças perceptíveis feitas por Joss Whedon em que colocou diversos momentos cômicos muitas vezes fora de contexto, tirando a seriedade característica dos filmes da DC. Esse talvez tenha sido o maior pecado da Warner, pois tentar se comparar a Marvel não trará o publico ao seu leito e sim afasta-lo cada vez mais, se tivessem pensado em melhorar o roteiro trazendo o vilão Darkside e ate mesmo o Lanterna Verde Hal Jordan para concretizar o inicio desse tão esperado universo, o publico teria amado o filme como já amou a saga Cavaleiro das Trevas que apesar de não ter momentos cômicos trouxe a seriedade e rigidez das HQs da DC Comics.
Apesar deste grande defeito o filme agrada com seu tom serio, pois muito do que Snider fez ainda consiste na trama, relevando o que ocorreu em “Batman vs Superman” e resgatando as Amazonas e os Atlantis, unindo os grandes povos do passado em prol do futuro apresentando um Flash deslocado, um Cyborg desconfiado e ainda aprendendo a usar seu novo corpo cibernético, um Aquaman tentando descobrir quem é, um Batman cansado e tentando se redimir de seus erros, uma Mulher Maravilha descobrindo ter grande força e liderança e um Superman decidido e mais forte, enfim a equipe foi reunida mostrando sua grande força para proteger a humanidade, no final construindo a famosa Sala da Justiça e a promessa da união definitiva da equipe e futuramente outros membros, no fim o filme consegue dar continuidade aos planos da Warner, fazendo a alegria dos mais ansiosos de ver a equipe finalmente reunida.

3º “Thor – Ragnarok” (Marvel Studios)

O deus do trovão Thor ganhou mais uma chance em seu terceiro filme solo que desta vez acertou em cheio com um filme mais serio que trouxe a tona a responsabilidade que o personagem tem perante seu povo, com uma vilã de tirar o folego interpretada pela talentosíssima Cate Blanchett, uma vilã invencível e que pôs um fim no lar tão belo quanto era Asgard.
Desta vez o roteiro acertou em cheio, trouxe um Thor diferente e com experiência já que havia enfrentado duas grandes batalhas ao lado dos Vingadores, logo no inicio do filme impede o surgimento do Ragnarok matando o monstro da profecia, mas as brincadeiras e obsessão de seu irmão adotivo Loki coloca todos em grande perigo, com a morte de Odin e o retorno de sua primogênita, a implacável Hela com sua entrada triunfal destruindo o martelo de Thor o deixando sem esperanças e sem honra, o mesmo para em um planeta distante em que o Hulk é tratado como um deus em alusão ao Planeta Hulk e Thor não é mais que um simples “gladiador”, mas é em meio uma luta empolgante com Hulk, Thor descobre seu verdadeiro poder, sua verdadeira força, o levando a derradeira batalha final por Asgard contra sua meia irmã, ao lado de uma Valquíria alcoólatra, um Hulk mais poderoso, um Loki resignado e um Executor ambicioso, mas que no fim descobri de quem é sua lealdade.
Um ponto que deve ser relevado é a maturidade do roteiro que deixou de ser tão simples e tão fantasioso como foram os dos dois filmes anteriores do herói que mais serviram para encher linguiça do que realmente agregar ao universo cinematográfico Marvel, mas Ragnarok é diferente, mostrou um Thor mais maduro e decidido onde desta vez não nega a coroa e a continuação do povo asgardiano. O filme não perde as características da Marvel, sendo engraçado e por vezes sério, uma premissa direta para Guerra Infinita.

2º “Mulher Maravilha” (Warner Bros.)

A maior surpresa de público, critica e para a própria Warner que não esperava o sucesso estrondoso desse filme de origem da heroína mais poderosa nascida na Terra. Antes de seu lançamento, muitos torceram o nariz por acharem que se trataria de um filme feminista que falaria apenas do assunto do momento: o empoderamento feminino. Apesar desta que vos escreve ser uma mulher, também estava com certo receio da produção exagerar no tema e o filme ficar maçante por tratar apenas de um assunto que apesar de ser importante, muitas vezes é tratado de uma maneira exagerada que acaba ficando superficial.
O roteiro é conciso, mostrando a infância e o crescimento de Diana em meio as Amazonas que apesar de ser tratada como igual já mostrava sinais de ser diferente das demais mulheres da ilha, com sua descoberta do mundo exterior por meio dos olhos de Steve Trevor, um espião fadado a ser herói de guerra que impulsiona Diana a ser uma verdadeira heroína dando-lhe um ótimo motivo para sair de sua zona de conforto e ir atrás de seu destino enfrentando o perigo da Segunda Guerra Mundial e encarando o mentor por traz desta guerra o ardiloso deus Ares, mas o mesmo tem certa razão ao falar sobre a ambição dos homens e sua falta de fé na humanidade, mas a morte de um herói dá forças para Diana se tornar a Mulher Maravilha e derrotar seu vilão dando-lhe no final o motivo para continuar no mundo dos homens.
Um dos pontos positivos do filme é a simplicidade que o roteiro trata Diana sendo uma mulher inocente, mas ao mesmo tempo forte e decidida não se inibindo com as convenções da sociedade sobre as mulheres as rebaixando a apenas auxiliares, Diana mostrou aos homens com quem conviveu no filme que não era apenas um rostinho bonito e Trevor aprendeu na marra que não podia segurar o espirito livre e independente da semideusa, com poucos defeitos o filme convence o publico para continuar acompanhando o universo compartilhado dos heróis da DC, um filme que não é feminista, mas que enobrece a importância da Mulher Maravilha como mulher e como grande heroína que é.

1º “Logan” (Fox)

Talvez o melhor filme de herói já produzido, Logan é uma adaptação baseada na HQ Velho Logan que mostra o final da jornada do herói Wolverine. Este é o primeiro filme realmente serio da Marvel que não se preocupa em construir momentos cômicos pois a própria temática do filme não permite, é um filme de encerramento que não se preocupa em agradar e sim dar um final digno a um grande herói.
Neste filme Wolverine não é mais o herói que conhecemos, ele é apenas Logan um homem velho e cansado de lutar por uma longa vida, que cuida de um doente Xavier irreconhecível que sofre de Alzheimer e por ter a mente mais poderosa do mundo precisa de cuidados especiais para não ferir as pessoas ao seu redor, quando tudo parece monótono aparece uma mutante adolescente, X-23 filha de Logan por uma experiência genética e que o procura a fim de se salvar e a seus amigos de homens perigosos que os querem usar contra sua vontade, em meio a uma temática pesada onde envolve as dificuldades em lidar com a doença de Xavier, a agressividade de X-23 e o cansaço de Logan vemos a formação de uma pequena e bonita família, em uma cena belíssima do jantar dos três com uma família que os acolheu por uma noite, apesar da mesma noite ter acabado em tragédia com a morte trágica de Xavier pelas mãos de X-24, clone mais jovem de Logan e depois de mais esta perda sentimos que Logan perde toda a vontade de viver, só a recuperando ao ver sua filha e amigos em perigo que com a ajuda de um estimulante, recobra sua força de antigamente por alguns minutos. Minutos preciosos para a sobrevivência dos jovens mutantes, Logan luta com seu clone ate por fim morrer heroicamente nos braços de sua filha em uma cena que fez ate os mais fortes derramarem lagrimas na sala de cinema.
Uma obra prima, quase sem defeitos, uma fotografia incrível, um roteiro impecável, um belo encerramento da estória dos primeiros X-Men nos cinemas e o ponto exato para o inicio da estória dos novos mutantes, Logan fechou com chave de ouro a primeira era dos heróis da Marvel nos cinemas, com um filme emocionante e humano onde traz os valores da família e da velhice, onde mostra que o fim chega para todos, ate mesmo para aquele que parecia imortal.

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